VERSO E REVERSO

Página de divulgação dos escritos de Ádlei Carvalho e Lilian Mari.

NOVA PÁGINA

14 14UTC dezembro 14UTC 2008

Amigo leitor,

caso queira continuar lendo as postagens desta página, favor clicar em http://adleicarvalho.blogspot.com

Agradeço o carinho e a compreensão.

Até lá!

Ádlei Duarte de Carvalho

Sobre poemas e rimas (Ádlei Duarte de Carvalho)

8 08UTC dezembro 08UTC 2008

Nenhum poema carece de rima.

Precisa de alma:
Luz e sentimento.

Nau,
Oceano
E vento.

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Sobre dor e poesia (Ádlei Duarte de Carvalho)

Poesia é filha da dor.

Não da dor de não ser,
Tampouco da dor de não ter.

Poesia nasce vadia
Da dor de não se conter.

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Canção de infância (Ádlei Duarte de Carvalho)

Poderia escrever milhões de versos
Que para ti não teriam qualquer sentido.

Depois de ler, fecha teus olhos
E reflete na canção de outrora
Que toca insistente ao teu ouvido.

Abstrai-te das dores de agora,
E recorda o cheiro da amora
Que carregaste no suor da infância.

Lembra-te das estrelas perdidas
Que disseram, depois, que eram aviões?

Não aceita! 

Eram  realmente estrelas
Que trilharam as tuas ilusões.

Ser pleno é amadurecer
Ao ponto de se conhecer criança.

Diz de tudo o que quiser
Mas nunca rouba a esperança.

Amar a vida não é predizer a tempestade
Que sempre vem,
Mas anunciar, depois dela,
A bonança.

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A Dança (Ádlei Duarte de Carvalho)

5 05UTC dezembro 05UTC 2008

A vida não nos conta a verdade
Tão clara e despretenciosamente
Feito uma semente,
Um riso de criança.

Há tantos rios a correr,
Tantos estágios,
Tanta terra a vencer,
Muitas pedras,
Lágrimas, naufrágios…

Tanto vazio
Em tanta abundância,
Tanto se encontrar
Em se perder!

Nos descaminhos
É que a verdade se oculta.

No tropeço 
Se esconde a dança.

Arquivado em: Versos I Comentários (2)

Todas as Palavras de Amor

3 03UTC dezembro 03UTC 2008

Amigos Leitores,

É com muita alegria que anuncio a publicação do meu livro de poesias Todas as Palavras de Amor, pela Editora Biblioteca 24×7 (São Paulo).

O livro tem 60 páginas e poderá ser adquirido via Internet, no site da Editora (www.biblioteca24×7.com.br).

Quem desejar, poderá também obter o livro por meu intermédio, ao preço de R$ 18,00 (dezoito reais) mais o frete, caso tenha que ser enviado para fora da Grande BH. Nessa hipótese, basta que solicite a obra através do e-mail adleicarvalho@terra.com.br.

Grande abraço,

Ádlei Duarte de Carvalho

 

Palavra (Ádlei Duarte de Carvalho)

2 02UTC dezembro 02UTC 2008

No princípio era a palavra.
O caminho cobriu-se de palavras,
Até que as bocas se unissem
E dessem ao caminhar novo sentido.

No fim de tudo,
Palavras ficarão.

A palavra sentida
Não conhece o silêncio.

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Gravura (Ádlei Duarte de Carvalho)

29 29UTC novembro 29UTC 2008

Nesse amor que julgas pleno
Paira um sereno ar de desventura.

Perdoa se já não sou tão teu
E já não és mais meu
Protótipo de candura.

Há um mundo fantasiado
Pintado entre nós dois;
Uma gravura.

Sou, para ti, o que queres.
És, para mim, o que vejo:
Melhor parte da moldura.

Caem-se as máscaras.
Das vísceras expostas,
O amor sobrou,
E a ternura.

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Soneto da Contemplação* (Ádlei Duarte de Carvalho)

22 22UTC novembro 22UTC 2008

Noite escura e fria, embora janeiro,
O corpo dela sonha em paz e graça,
O cigarro fenece no cinzeiro,
O vinho tinto dorme em minha taça.

Uma luz tênue escapa da procela,
Atravessa a rua, vence a cortina,
Repousa mansa sobre a pele dela,
Depois se guarda na minha retina.

Eis o instante em que toda a Natureza
Subverte as forças vastas do Universo
Para estender a noite sobre o dia,

Pois que de contemplar tanta beleza,
O Sol aguarda calmo o último verso
Para irromper-se, antes, a poesia.

 

                       *Poema constante do livro Todas as Palavras de Amor.

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Luz (Ádlei Duarte de Carvalho)*

12 12UTC novembro 12UTC 2008

Os homens lutavam bravamente para devolver ao mar a pequena baleia que havia se aproximado da praia.
A torcida se formou na Av. Beira Mar. Começou dentro dos automóveis e se espalhou pelo areal. Houve congestionamento, mas ninguém disse qualquer palavra.
O olhar doloroso do bicho cravou um melancólico silêncio nas almas.
Uma esperança luziu sobre a humanidade e se estendeu sobre as baleias, a areia e o mar.

 

                                                                 *Porto Seguro, 11/11/2008.

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