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14 14UTC dezembro 14UTC 2008
Amigo leitor,
caso queira continuar lendo as postagens desta página, favor clicar em http://adleicarvalho.blogspot.com
Agradeço o carinho e a compreensão.
Até lá!
Ádlei Duarte de Carvalho
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Agradeço o carinho e a compreensão.
Até lá!
Ádlei Duarte de Carvalho
Nenhum poema carece de rima.
Precisa de alma:
Luz e sentimento.
Nau,
Oceano
E vento.
Poesia é filha da dor.
Não da dor de não ser,
Tampouco da dor de não ter.
Poesia nasce vadia
Da dor de não se conter.
Poderia escrever milhões de versos
Que para ti não teriam qualquer sentido.
Depois de ler, fecha teus olhos
E reflete na canção de outrora
Que toca insistente ao teu ouvido.
Abstrai-te das dores de agora,
E recorda o cheiro da amora
Que carregaste no suor da infância.
Lembra-te das estrelas perdidas
Que disseram, depois, que eram aviões?
Não aceita!
Eram realmente estrelas
Que trilharam as tuas ilusões.
Ser pleno é amadurecer
Ao ponto de se conhecer criança.
Diz de tudo o que quiser
Mas nunca rouba a esperança.
Amar a vida não é predizer a tempestade
Que sempre vem,
Mas anunciar, depois dela,
A bonança.
A vida não nos conta a verdade
Tão clara e despretenciosamente
Feito uma semente,
Um riso de criança.
Há tantos rios a correr,
Tantos estágios,
Tanta terra a vencer,
Muitas pedras,
Lágrimas, naufrágios…
Tanto vazio
Em tanta abundância,
Tanto se encontrar
Em se perder!
Nos descaminhos
É que a verdade se oculta.
No tropeço
Se esconde a dança.

Amigos Leitores,
É com muita alegria que anuncio a publicação do meu livro de poesias Todas as Palavras de Amor, pela Editora Biblioteca 24×7 (São Paulo).
O livro tem 60 páginas e poderá ser adquirido via Internet, no site da Editora (www.biblioteca24×7.com.br).
Quem desejar, poderá também obter o livro por meu intermédio, ao preço de R$ 18,00 (dezoito reais) mais o frete, caso tenha que ser enviado para fora da Grande BH. Nessa hipótese, basta que solicite a obra através do e-mail adleicarvalho@terra.com.br.
Grande abraço,
Ádlei Duarte de Carvalho
No princípio era a palavra.
O caminho cobriu-se de palavras,
Até que as bocas se unissem
E dessem ao caminhar novo sentido.
No fim de tudo,
Palavras ficarão.
A palavra sentida
Não conhece o silêncio.
Nesse amor que julgas pleno
Paira um sereno ar de desventura.
Perdoa se já não sou tão teu
E já não és mais meu
Protótipo de candura.
Há um mundo fantasiado
Pintado entre nós dois;
Uma gravura.
Sou, para ti, o que queres.
És, para mim, o que vejo:
Melhor parte da moldura.
Caem-se as máscaras.
Das vísceras expostas,
O amor sobrou,
E a ternura.
Noite escura e fria, embora janeiro,
O corpo dela sonha em paz e graça,
O cigarro fenece no cinzeiro,
O vinho tinto dorme em minha taça.
Uma luz tênue escapa da procela,
Atravessa a rua, vence a cortina,
Repousa mansa sobre a pele dela,
Depois se guarda na minha retina.
Eis o instante em que toda a Natureza
Subverte as forças vastas do Universo
Para estender a noite sobre o dia,
Pois que de contemplar tanta beleza,
O Sol aguarda calmo o último verso
Para irromper-se, antes, a poesia.
*Poema constante do livro Todas as Palavras de Amor.
Os homens lutavam bravamente para devolver ao mar a pequena baleia que havia se aproximado da praia.
A torcida se formou na Av. Beira Mar. Começou dentro dos automóveis e se espalhou pelo areal. Houve congestionamento, mas ninguém disse qualquer palavra.
O olhar doloroso do bicho cravou um melancólico silêncio nas almas.
Uma esperança luziu sobre a humanidade e se estendeu sobre as baleias, a areia e o mar.
*Porto Seguro, 11/11/2008.